Eu não quero mudar quem eu sou – deu um trabalhão danado chegar até aqui. Finalmente eu gosto da minha pessoa, caminho tranquila na rua cantarolando a minha playlist e esbanjando amor próprio. Até então achei que isso de amar a si mesma era legenda pro Instagram, discurso pronto pra um coração quebrado ou estampa na camiseta do look – vai saber.

Por isso eu não quero mudar. Demorei pra entender isso de amor próprio, de desconsiderar o que não me agrega mais, de aprender a dizer não, de ter consciência das minhas escolhas e responsabilidades. Sabe, não é como se o caminho tivesse sido fácil, mas não estou disposta a mudar porque aprendi que eu não sou obrigada a nada, muito menos a mudar aquilo que amo.

Então não quero mudar não. Tô de boa. Também não aceito mais nenhuma máscara que não me sirva, nenhuma bagagem que não seja minha. Sabe como é, estava muito pesado e pra seguir em frente eu preciso ser leve, plena e poema. A poesia do mundo ainda me encanta, e eu não quero assumir nenhum papel que não me representa mais. Cansei, valeu.

Eu posso ser quem as pessoas querem que eu seja – eu só não quero mais. O meu amor próprio não deixa. Eu posso ignorar a minha voz, não me importar com o próximo, e seguir omissa em um caminho que não vai me levar a lugar algum. Eu só não aceito mais tão pouco assim.

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Eu não quero mudar quem eu sou – deu um trabalhão danado mapear a minha mente. Consegui fazer as pazes com a minha bagunça e escolhi deixar os meus pensamentos voarem livremente dentro da minha mente insana e passarem sem filtro. Tá tudo bem também – até porque a vida anda filtrada demais, posada demais, planejada demais.

Eu prefiro mostrar para o mundo quem eu sou e deixar as pessoas decidirem por elas mesmas. Até porque são duas opções: ou me amem ou me deixem em paz. Não tem meio termo. Não aceito mais o que não é verdade. Não dá mais pra abrir mão de mim mesma como se não fosse nada. Eu consigo ouvir o mundo me chamar e não quero mais fingir que não escuto.

Eu não quero mudar quem eu sou. Eu escuto e enxergo muito bem, obrigada. E diante de tudo o que vejo, da forma como eu encaro o mundo e pelo o que já aprendi, eu escolho permanecer verdadeira comigo mesma. É tudo o que me resta. Demorei, mas entendi que é o melhor caminho. Sabe, amor próprio não é crime e só faz bem. Então me deixa ser quem eu sou.

Aquela que fez da escrita o próprio divã. Crítica da vida alheia nas horas vagas. Curte um bom texto, vinho e jogar conversa fora. É viciada em paçoca e risadas. Tem coração bobo, cabelo pintado e desastres acumulados na cozinha. Atualmente mora em Sydney – Austrália.

4 comments on “Eu não quero mudar”

  1. Realmente, o título Verdade Escrita combina com os teus textos.

    Engraçado como todos nós sofremos para nos tornarmos realmente quem somos e aí vem alguém dizendo que não tá certo. Mas, pera aí, o que é certo?
    Cada um sabe as dores e delícias de ser o que se é (admito que tirei essa inspirada em alguém bem mais poética haha, salve dona Lis <3).

    Eu entendi que temos é que ter orgulho de quem somos, pois o caminho é arduo e a gente recebe 'umas par' de pancada da vida até aprender. Mas, aprende.

    E ser quem realmente somos, sem ter de mudar nada, é tipo o fim do caminho. rs

    Amo seus textos, parabéns!
    amavelgirassol.blogspot.com

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