[ Leia ouvindo: Cássia Eller – 1º de Julho ]

Eu sou minha, mas ainda estou tentando entender o que isso significa. As vezes me embalo na música do Renato Russo, preferencialmente na voz da Cássia Eller, e consigo me sentir mais minha do que nunca. Mas volta e sempre eu oscilo entre pertencer a mim mesma e realmente deixar de seguir caminhos já traçados.

É que ser minha me ensinou que o caminho não é fácil, mas vale a pena. Ser minha significa seguir as minhas vontades e me respeitar, independente do quão intenso isso seja. Ser minha significa não me omitir e me fazer ser presente. Então parei de me importar com lágrimas ou sorrisos, porque tudo faz parte da trajetória.

Eu sou minha, mas ainda estou tentando entender para onde estou indo. Quer dizer, adianta nada sair desbravando o mundo e me colocar em posições incômodas se eu não souber tirar proveito das minhas vivências. Não adianta nada investir tempo e energia moldando o melhor em mim, se eu me fechar para o novo.

Fonte: We Heart It

É que ser minha me mostra que eu posso sempre mais e que eu posso ser o que eu quiser. Eu poderia facilmente ser o que querem que eu seja, mas que graça teria? Se eu seguisse por um caminho que eu não escolhi, quão longe eu chegaria? Onde estaria a minha motivação? Não consigo acreditar que ser omissa comigo e com as minhas escolhas me faria ser uma pessoa melhor.

Eu sou minha e isso me diz que a responsabilidade do meu caminho, dos meus sonhos e de tudo o que me acontece é somente minha. Ser minha significa aprender com as minhas próprias experiências e, mais ainda, com os meus desejos – insanos ou não. Acho que nunca tive tanto controle e poder ao mesmo tempo. Acho que nunca pertenci tanto à mim mesma quanto agora. Acho que nunca fui tão minha quanto hoje.

Aquela que fez da escrita o próprio divã. Crítica da vida alheia nas horas vagas. Curte um bom texto, vinho e jogar conversa fora. É viciada em paçoca e risadas. Tem coração bobo, cabelo pintado e desastres acumulados na cozinha. Atualmente mora em Sydney - Austrália.

13 comments on “Eu sou minha”

  1. Se pertencer é algo realmente espetacular. Isso permite o autoconhecimento, a saber viver consigo mesma da forma mais harmônica possível é assim viver melhor com os outros. Mas se pertencer requer tempo, principalmente para a mulher que tem tantas barreiras impostas pela sociedade. Enfim, ótimo texto!

  2. Eu sempre tive vontade de tatuar em um lugar visível a frase “eu sou minha” pra me lembrar disso sempre que alguma coisa me fizer sentir como se eu não estivesse no controle da minha própria vida. Esse texto só me deixou com mais vontade de realmente fazer a tatuagem! <3

    Beijos,
    literarizandomomentos.blogspot.com

    • Oii Milena, seja bem vinda ao blog. Miga, se joga. Bora fazer essa tattoo. Acho que precisamos controlar a nossa própria vida. Espero que você consigo os dois, tanto a tattoo quanto guiar a sua vida pra onde você quiser. Beijos

  3. Oi Rebeca, tudo bem? Poxa, que saudade dos seus textos, das suas palavras, dos pensamentos. Acredito que tudo aquilo que nos ensina algo é válido, nos faz mais fortes e nos ajuda a amadurecer. Devemos ser donos dos próprios pensamentos, das próprias ações, e tentar não culpar o destino ou outras pessoas por aquilo que nos acontece. Acredito que isso traduz “eu sou minha” <3 Beijos, Érika =^.^=

  4. ”Não adianta nada investir tempo e energia moldando o melhor em mim, se eu me fechar para o novo.”
    ”Acho que nunca me senti tão minha quanto hoje”.

    Gente, que texto maravilhoso foi esse? Que delícia te ler! E eu concordo muito. Ser dona de nós mesmas é maravilhoso. Agir conforme os outros querem só traz infelicidades. Mas acima de tudo, é bom moldar o melhor de nós e não nos fecharmos para o novo. Nos permitirmos. <3

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