Como se não fosse nada

Achei que eu conseguiria manter a pose de quem consegue lidar com tudo como se não fosse nada. Aquela pose de quem aparenta saber o que faz e que está certa das próprias decisões, mas no fundo sente que tá fazendo uma baita besteira, sabe? Mas depois de um tempo, percebi que para sempre levando nas costas o peso de nunca falhar é tempo demais e pesado demais. Então me permiti falhar de vez em quando, sem me culpar por isso.

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Existe céu e inferno

Desde pequena eu precisei acreditar que existe céu e inferno. E não foi porque pedi pra minha mãe me levar na catequese, quando toda a minha família era espírita. Ou porque o padre falava que se eu não fosse uma boa cristã eu ia arder no inferno. Muito menos porque eu via as novelas falarem sobre isso – até porque quando eu era criança eu só podia assistir Chiquititas. Não, não foi nada disso. Eu tinha em mim a necessidade de acreditar em algo maior. (mais…)

Mais um ano passou

Mais um ano passou. E eu preciso admitir que esse ano foi um pouco mais pesado do que eu pensei que seria. Fui surpreendida mais do que 365 vezes. Senti na pele que tempo é tudo o que eu não tenho. Talvez esse ano tenha demorado um pouco mais do que deveria para terminar. Sinto que não foram 12 meses, mas sim 12 vidas. E agora percebo que o ano, e qualquer outro ciclo, só acaba quando a gente termina de aprender todas as devidas lições. (mais…)

Eu não sei desabafar

Dia desses uma amiga pediu pra eu desabafar. E a verdade é que eu não sei desabafar. Provavelmente ela percebeu que algo não ia bem pelo tom da minha voz nos áudios gigantescos – ou pela falta deles. Mas veja bem, eu nunca desabafo. Eu tenho essa mania de deixar tudo trancado aqui comigo, num lugar seguro e onde ninguém vai conseguir chegar. O que carrego comigo, é só meu. (mais…)

Que tola eu sou

Veja que tola eu sou, acordo querendo ser amada, e ainda assim não quero dar amor pra ninguém. Sabe como é, acabo fazendo de tudo um pouco pra me afastar daqueles que eu considero. Que tola eu sou, acreditei que demonstrar sentimento era sinal de fraqueza. E ainda assim, segui certa de que estar vulnerável não era bom e que rejeição significava ter algo errado comigo. E cá estou, continuo querendo um amor real, mesmo quando eu não sou verdadeira nem comigo mesma. (mais…)

Já pensou que louco?

Já pensou que louco se amanhã eu acordasse animada pra colocar tudo em dia? Tudo mesmo, da vida até a alma. Eu ia levantar num baita bom humor e ia deixar de lado tudo o que não me agrega mais. E antes mesmo de tomar o meu café sagrado, eu estaria pronta para deixar pra trás qualquer tipo de negatividade. Eu cortaria abusos e desrespeitos e manteria somente o que é bom e leve. Já pensou que louco se eu fosse forte o suficiente para cuidar de mim mesma? (mais…)

O drama do “meu aniversário está chegando”

Lá vem o drama do “meu aniversário está chegando” e o “estou batendo na porta dos 30”. Não sou a única que surta perto do aniversário, certo? A gente tem essa mania terrível de fazer uma análise nostálgica de todos os quase 10 mil dias que vivemos. E assim passamos, remoendo o que não deu certo, rindo dos momentos bons, jurando não repetir os ruins e criando expectativas para os próximos anos. E mesmo que os 30 estejam mais perto do que os 20, ainda me sinto a mesma menina de 12. O que posso fazer? (mais…)