Pode chegar, mas você tem que entender o que eu não digo. Sabe como é, eu falo mais por gestos do que por palavras – e olha que eu falo muito. O meu discurso pode até ser mais do mesmo, e ainda assim é sincero. Sigo nessa de tentar ser melhor a cada dia, de buscar consciência e consistência nas minhas escolhas. Os detalhes estão no que eu não falo.

Eu sou um resultado entre o que escolhi e as responsabilidades que consigo carregar. O quão pesado isso é depende só de mim. Não me prendo mais ao passado e olho positivamente para o futuro. Quem diria? Vai ver eu finalmente aprendi a escolher as minhas batalhas. Ou cansei de carregar uma bagagem que me impedia de seguir em frente.

Pode chegar, mas saiba que antes de tudo eu preciso estar bem resolvida comigo mesma. Ando nesse vício de amor próprio e de me querer sempre bem. Eu prezo pelo meu espaço, e só volto quando tudo estiver mentalmente resolvido, organizado e listado. Passei por poucas e boas até entender que a vida pode e deve seguir no meu próprio ritmo.

É que se amar tem disso, vai dando preguiça do drama alheio, do que os outros pensam, falam e fazem. Que diferença faz? Eu sou dona de mim mesma, do que eu quero e da felicidade que eu me permito. Eu sou bicho solto e prezo pela minha liberdade de encarar o mundo da minha própria maneira. Todo o resto é detalhe, rascunho nunca publicado.

Pode chegar, mas chega querendo só o que for verdadeiro. Não tenho nada além de verdade pra oferecer. Não aceito meia história contada, muito menos mentiras necessárias. Pra mim é tudo ou nada, e não existe em cima do muro. Vem pra acreditar no meu bom senso, na minha intuição e, principalmente, no meu sexto sentido que nunca falha.

Às vezes a gente tem que fechar os olhos e confiar no que a vida coloca em nosso caminho. Sigo acreditando no melhor de cada um, e isso me faz ver o mundo de uma forma mais positiva. Se a minha intuição me diz pra seguir, eu sigo sem nem pensar duas vezes. Não é somente impulso, mas acredito demais em mim pra ignorar o que o meu coração grita.

Pode chegar, mas vem pra somar que por aqui eu estou em paz.

Aquela que fez da escrita o próprio divã. Crítica da vida alheia nas horas vagas. Curte um bom texto, vinho e jogar conversa fora. É viciada em paçoca e risadas. Tem coração bobo, cabelo pintado e desastres acumulados na cozinha. Atualmente mora em Sydney – Austrália.

4 comments on “Pode chegar”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *