Você se acha bom? Ou bonito, inteligente, altruísta, divertido, alegre…? Você se acha o que? Ou não se acha? Não estou procurando um encontro às escuras, juro. Só queria medir quantas pessoas realmente conseguem ver as próprias qualidades. Quer dizer, existem infinitas pessoas que se contentam com menos do que merecem, justamente pelo fato de se subestimarem. E claro, outras que assumem mais do que podem. O que realmente vai definir em qual grupo a gente se encaixa é justamente o que nutrimos por nós mesmos.

Acredito que o Medo incorpora o papel de filho da dona Baixa Autoestima. É ela a responsável por essa sensação terrível. Mas acontece que medo, se tivermos em dias/semanas corajosas, a gente enfrenta. Afinal, para grandes feitos são necessários apenas vinte segundos de coragem, não é mesmo? Sempre acreditei que o fator medo é inventado por nós e, como todo escritor de histórias em quadrinhos, somente nós somos capazes de mata-lo.

E com a chata da baixa autoestima, como fazemos? Uma autoestima fora do comum, na maioria das vezes, deixa a pessoa parecendo um pouco arrogante e chata. Já para quem tem a baixa autoestima desregulada, o efeito é o contrário da máxima “menos é mais”. Não, nesse caso, menos é sempre menos e acabamos indo ladeira abaixo.

Com certeza é diferente com cada pessoa, mas para casos críticos de baixa autoestima, a pessoa muitas vezes tem mania de perseguição e sente que o universo está querendo vingança. Justamente por desacreditar em si mesma. E, acredite, ela vai ficar remoendo até achar algum motivo plausível para que a cisma do sr. Universo faça sentido. Isso explica muito sobre aquela mania de perfeição clássica…

As escolhas que fazemos são influenciadas pela nossa vivência e como nos vemos. E é aí que começa a confusão, porque a forma como nós nos percebemos também abala grande parte do funcionamento do nosso senso crítico. Se normalmente já temos informações demais para processar, onde muitas vezes não chegamos nem a filtrar, em casos de problemas com a autoestima ou ficamos confiantes demais ou de menos – o equilíbrio passa longe.

Não acho certo usarmos a nossa autoestima, ou a falta dela, para sermos negligentes com as decisões rotineiras. Não, não dá pra parar o mundo pra gente descer. Então, vamos nos segurar firme, e não nos contentarmos com menos. Com certeza iremos tropeçar, então aceitar desafios e saber cair é fundamental. E isso não nos torna nem melhores ou piores – apenas na média.