Esses dias estava fuçando uns blogs e revi a abertura do seriado Sex and the City. Vocês lembram né? Tem uma parte em que um ônibus passa e está escrito “Carrie Bradshaw knows good sex” (tipo: “Carrie Bradshaw sabe o que é sexo bom”). Aí me lembrei que a um tempinho queria desenrolar uma ideia com vocês.

http://https://www.youtube.com/watch?v=uE-qex_cHlE

Abomino gente que joga esse lance de “sou super competente na cama” ou até mesmo “sei o que é bom”. Não dá pra se auto qualificar né? E na boa, vai que a gatinha estava fingindo? Abomino mulher que finge também, mas elas estão soltas por aí. Não existe Kama Sutra no mundo que te ensine como realmente fazer o melhor sexo do planeta – não amigo, ali só mostram posições bizarramente prováveis a te dar um torcicolo. Não existe uma receita de bolo que te ensine a ser incrível na cama.

Ainda sou daquelas que pensa que quem muito fala pouco faz, inclusive essa que vos fala. Acho nobre da parte de um cara que brinca com o assunto, mas não fica jogando toda a arrogância de “eu sou bom” no ar. Acho inclusive charmoso quando um cara é sincero e assume não ser uma sex machine.

Ok, vamos admitir que é bom quando o cara sabe onde ficam os nossos pontos fracos e não confundem os nossos seios com tomates de feira. Pontos extras pra esses caras, sempre. E acho que a ala masculina concorda que é útil se a mina souber quando não se deve usar os dentes, certo? Acredito que sabendo o básico e tendo vontade, não precisa de competência.

Deixa a arrogância pra fora do quarto e aprenda mais. Dedique-se. Bloqueie esse teu jeitinho de “sou boa nisso” e olha em volta. Você pode estar tão convencida de que agrada e cega pela tua presunção que nem reparou que o gatinho não tá curtindo tanto assim.

Tudo bem que um pouco de segurança é bom, mas ninguém merece aquela pessoa cheia de si e que não faz ideia do que tá fazendo. Penso que você tem que saber fazer o seu trabalho e um bom perfil no Tinder. Se der seta antes de virar, ganha inúmeros pontos. Você tem que ser competente profissionalmente falando – vá lá que ser competente no futebol de domingo também é bom. Mas falando assim de prazer, sexo, transa, foda – seja lá como você queira chamar – a competência é tão útil quanto um vibrador com pilha fraca.