Uma estrutura social, ou simplesmente rede social – como é mais comumente conhecida, é feita por pessoas conectadas por algum tipo de relação. É também uma ferramenta de tamanha potência que chegou a eleger o presidente americano, travar quando o Michel Jackson morreu e chamar o povo brasileiro para as ruas. Todos sabem, todos viram, todos usam. No entanto para outros, é tipo um passeio no inferno antes de morrer.

Não falo aqui das pessoas que não curtem tecnologia e não são adeptos das redes sociais – que tem todo o meu respeito. Quem não gosta, não se cadastra e pronto. Cito nesse texto, as pessoas que gostam e utilizam, mas isso acaba significando um tormento na relação sentimental dela. Facebook e Instagram, podem sim virar um inferno tecnológico para os apaixonados.

Se você nutre um sentimento platônico por alguém na sua lista de amigos, consequentemente você acaba acompanhando as realizações e o quanto esta pessoa está feliz com o seu novo amor. Inclusive as principais hashtags utilizadas por ela são #instalove e #instahappy Game over parceiro, não tem como competir, apenas acompanhar e colocar um “like” nas fotos publicadas.

Agora se você faz o tipo de pessoa que adora um golpe e não é tão verdadeiro assim em uma relação, fica mais complicado – não estou julgando, juro. Tudo bem que você escolheu namorar por impulso do momento e não sabe como terminar, mas mesmo assim faz questão de manter o status como “em um relacionamento sério”. Juro, eu realmente não julgo você. Azar é o seu, porque realmente fica complicado contornar certas situações.

Parece que está implícito em um relacionamento: vocês se conhecem, saem, se encontram com mais frequência, um sabe a comida e música predileta do outro, começam a namorar, programam as férias juntos, comemoram as datas especiais e de repente, sem você perceber, um sabe a senha universal para todas as contas do outro. Afinal, é um dilema e tanto dar ou não dar – e nesse caso me refiro a senha. É exatamente nessa parte onde eu digo que o inferno tecnológico começa.

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Por mais que você se controle, começo de relacionamento realmente é complicado. Rola uma curiosidade misturada com insegurança. Então, sem aguentar aquele incômodo no estômago que te atormenta desde que a maldita senha caiu em suas mãos, um dia você entra e revira a vida online dele (a). E é claro que mesmo sem encontrar nada relevante ou que valha considerar, você com certeza acha um espacinho – aquela brecha que o diabo colocou ali, pra te incomodar.

Eis que começa o dilema, não é possível chutar o pau da barraca sem o seu excelentíssimo (a) perceber que as contas foram acessadas por outro pessoa sem ser ele. Não é possível fingir que nada aconteceu, porque você chega a ficar sem sono com o que você supostamente encontrou. O que fazer: assumir a espionagem digital ou engolir o sapo? Eis a questão, e uma bela questão.

A fofa Tati Bernardi pontua exatamente esta questão com uma paródia do Soneto da Fidelidade de Vinícius de Moraes: “e que seja eterno até que uma fuçadinha no Facebook nos separe”. Então aqui entra o ponto chave, a decisão sobre como reagir a essas situações tecnológicas. Você tem duas opções, seguir a linha da talentosa Tati Bernardi, ligando o foda-se e arriscando o seu relacionamento por uma revirada no Facebook dele (a); ou ir pelo caminho do romântico Vinícius de Moraes, e investir em um compromisso mais “infinito enquanto dure”.

Independente das opções seja superior sempre, escolha bem suas companhias e em quem você vai depositar total confiança. Depois disso, pegue essa confiança e aplique em você mesma – e por favor, vê se deixa essa insegurança de canto. É que o inferno, tecnológico ou não, tem um terreno muito duvidoso e difícil de caminhar. Somente chega no céu quem não desce do salto.