De acordo com a Wikipédia, metonímia é uma figura de linguagem que emprega o uso de um termo por outro. Isto devido a possibilidade ou semelhança de associação entre os termos. Não, eu juro que não quero dar aula de português – longe de mim. Apenas queria que todos soubessem o que é uma metonímia antes de eu prosseguir com o texto. Dito isto, vamos ao texto.

Acredito que quando a gente deseja que alguém entenda uma ideia ou teoria, o uso do exagero é muito bem empregado. Assim como a metonímia, exemplos,  experiências, metáforas, figuras e etc.. Sempre existiram e sempre existirão diversas formas de explicar um ponto de vista. Mas pra mim, quem faz mais bem uso destes elementos é a psicologia. Então, fica a dica pra moçada: utilizem a psicologia a favor de vocês.

Sabe aquele gatinho que não quer casar pra não sair da casa da mãe ou só quer falar de casamento se você assumir as funções dela? Então, isto também é conhecido como síndrome de Peter Pan – o garoto que não tinha vontade de crescer. Essa síndrome justifica muitas atitudes do nosso cotidiano, mas não é desculpa para o seu namorado aos 33 anos continuar fazendo a mãe levar Nescau quente na cama pra ele. Também vale ficar atenta, não é porque esta condição é real que ele não seja um bom rapaz. Ele apenas não consegue dizer adeus à infância e aos mimos. Isto porque ser criança é muito bom e muito fácil. Já escrevi um texto muito nostálgico sobre isso aqui.

Grego e Troiana

Metrossexualismo à parte, a psicologia também faz uso da expressão “posturas narcisistas”. Devemos nos cuidar, mas sem nos abstermos de nada por isso. Já diria o famosinho Narciso da mitologia greco-romana, que se apaixonou pelo próprio reflexo. É mais fácil repararmos este diagnóstico em homens, já que as mulheres normalmente se cuidam mais. De qualquer maneira vale a pena alertar: não é tão normal assim ele demorar mais do que você para se arrumar pra baladinha de sábado, muito menos pensar na roupa alguns dias antes e te pedir dicas de looks.

E falando em baladinha de sábado: ciúmes. Sente ciúme quem tem medo de perder. Não tem nada a ver com insegurança ou com não confiar no outro e sim, pelo friozinho na barriga que dá quando se pensa em perder alguém. Principalmente se for pra morena que fica rodeando ele há dias. E isso vale para amizades, professores, colegas de trabalho e, acredite, até para a mãe. A psicologia usa muito como exemplo a obra do Shakespeare, Otelo.

Temos apenas um diferencial: o nível do sentimento. Quando rolar mais do que uma ceninha e uns tapas de mentira, abra o olho: nada de perturbações e sofrimentos por ciúme. Perca seu tempo com sua TPM, valerá mais a pena. Shakespeare, em sua obra já nos ensinou: “a alegria evita mil males e prolonga a vida”. Nada de arrancar os cabelos e estragar as unhas por puro ciúme.

A questão é, seu namoro pode ser salvo – ou não. Talvez não seja para ter uma salvação. A psicologia é o divã da humanidade. E por isso eu repito: utilize a seu favor. Com certeza uma figura de linguagem descreve o seu relacionamento. Saia de cima do muro, enfrente os fatos, dê nome aos bois e toque a bola pra frente. Porque além de interpretar o extrato do cartão de crédito e tentar adivinhar o que aconteceu de errado, também precisamos interpretar a vida pra conseguir seguir em frente.