Rebeca Stiago, 1990. Escreve quando nada mais faz sentido e organizar a bagunça da mente se faz necessário. É sensível e se impressiona fácil com o que vê, escuta ou fica sabendo – acredita em tudo que dizem. Tem uma memória peculiar e consegue lembrar de acontecimentos e diálogos proferidos – talvez por isso tenha facilidade em transformar o drama alheio em poesia ou usar a palavra dita como arma.

Escreve pra dar vida pra alguns eu-líricos, que carrega como verdadeiros, pra trazer um pouco de leveza pros dias, acalmar o coração agitado, rir quando nada mais é possível e não atrofiar a mente. Gosta de duplos e terceiros sentidos, de brincar com o significado das palavras e das atitudes, de psicologia barata no WhatsApp ou na mesa do bar, de palpitar no drama alheio, de fantasiar realidades alternativas e de transformar tudo em poesia.

Ela não se assume como escritora, mas fica de mau humor quando fica muito tempo sem rabiscar. Tem a cabeça cheia de dramas, o coração grande demais e usa a ironia e o humor para sobreviver. Não se considera blogueirinha, mas responde a todos com carinho. Criou o VE para ser um espaço de troca e apoio para os perrengues da vida. Quer leveza e empatia para todos. Escolhe acreditar no melhor de cada um e segue escrevendo a melhor versão que pode dos devaneios que a vida trás.