Uma vez Albert Camus falou: “Abençoados os corações flexíveis, pois nunca serão partidos”. Inicio o texto assim por uma única questão: quem não tem o coração flexível é considerado trouxa?

Sempre me falaram que no relacionamento um ama mais que o outro, um se entrega mais que o outro. Pode até ser, mas que diferença faz? Quer dizer, você está lá feliz da vida em um relacionamento que está te realizando. Qual é a diferença de quem ama mais? O resultado final não vai ser o mesmo: você vai estar feliz no final do dia.

E quem consegue medir esse tipo de sentimento? Cada um sente de um jeito, com uma intensidade. Então pronto certo? É claro que você vai sentir isso quando acabar (e se acabar). É raro quando um relacionamento termina e ambos estão de acordo. Quem sente é exatamente quem fica.

Não acredito que essa pessoa possa ser considerada trouxa. Ela escolheu arriscar e volta e meia ela sabia que o seu coração seria partido. Acho que é esse o ponto, ambos os corações – sejam flexíveis, partidos, alegres, tristes, machucados – viveram histórias incríveis.

Se é assim não existe coração melhor ou pior, sentimento maior ou menor. Sou totalmente a favor de partirmos nossos corações às vezes. É normal e faz parte da vida entende? Ser flexível muitas vezes é ser frio, deixar passar e não se abalar. Qual é o sentido disso?

Metade de um coração partido + Metade de um coração flexível

Por outro lado devemos também ser flexíveis, saber relevar e não perder tempo. Acredito que devemos ter metade do nosso coração como flexível – tipo uma cama elástica. E a outra metade totalmente partida.

Desta forma conseguiremos escolher, levaremos em conta como anda a nossa vida. Se estivermos muito corridas usamos a parte flexível e se estivermos com tempo para emoção e sentimentos usamos a outra metade. Não ia ser tudo mais simples?

Exatamente, ninguém disse que a vida seria simples. Acima de tudo o que fica em nossos corações é o aprendizado. Ninguém aprende deixando a vida passar, relevando quando se deve enfrentar.

Somos configurados para aprender e viver. O coração é a nossa memória, aquele elemento que te guiará nas próximas vezes. Como todos sabem, para ter memória é necessário ter experiências. Ah e é claro, para experimentar é necessário se jogar para as oportunidades, independe do estado final do seu coração.

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